terça-feira, 22 de março de 2016

José Padilha e a corrupção no Brasil

Qual a explicação psicanalítica para tantos artistas e intelectuais não aceitarem as evidências contra Lula e o PT? O cineasta José Padilha explica



O cineasta carioca José Padilha, de 48 anos, tem se dedicado a expor a violência e o crime que permeiam a sociedade brasileira. 

Foi o que fez no documentário Ônibus 174 e nos dois Tropa de Elite, fenômenos de bilheteria que consagraram um anti-herói nacional, o Capitão Nascimento. 

Também responsável pela série Narcos, do Netflix, Padilha vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho de 12 anos. 

E anda atento a outra modalidade de crime bem conhecida dos brasileiros: a corrupção. 

Ele anuncia que um de seus próximos trabalhos para a TV internacional será sobre a Operação Lava-Jato. Por telefone, falou do projeto e dos escândalos que o inspiraram.

Como será sua série de TV sobre a Operação Lava-Jato?

O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece. 

Como se trata de um projeto bancado por dinheiro internacional, o título será em inglês. Estamos chamando a série provisoriamente de Jet Wash. Mas o escândalo oferece tantas possibilidades de título que é até difícil escolher. 

Poderia ser Solaris, não? O senhor tem estudado escândalos como o mensalão e o petrolão?

Conheço os dois a fundo. Li grande parte das sentenças do STF no julgamento do mensalão. E também conheço bem o petrolão, pois comprei os direitos de um livro ainda inédito que traz entrevistas até com envolvidos que estão na cadeia - a obra será uma das bases da série. 

Após uma leitura atenta dos fatos, não dá para ignorar que o PT e as empreiteiras montaram uma quadrilha para lesar os cofres públicos, sim. 

Também não dá para fingir que a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff não foi irrigada com dinheiro da corrupção. Sejamos francos: é bem provável que outras campanhas tenham sido irrigadas também.

O que a futura série dirá sobre a tese tão alardeada pelo PT de que a Lava-­Jato tem viés político?

Não tem viés político nenhum. É uma operação policial, ponto. Para entender o que está ocorrendo hoje no Brasil, é preciso tirar a cortina de fumaça que nubla os fatos. Existem três processos históricos distintos andando em paralelo e se retroalimentando. 

A combinação de mal-estar com a economia, revelações da Lava-Jato e a atuação de uma imprensa livre e combativa. Tudo isso produziu algo inédito no país: o andar de cima ficou vulnerável à aplicação da lei. É o que está acontecendo de concreto. 

Em torno disso, tem muita espuma: a tentativa de transformar um fenômeno de natureza policial e legal num embate político. Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia.

No que a corrupção do governo petista se diferencia da que se via antes?

A política no Brasil - nas esferas municipal, estadual e federal - sempre funcionou assim: os partidos elegem seus representantes e indicam pessoas para cargos-chave com poder de contratar serviços públicos. 

Depois, superfaturam as obras e embolsam um pedaço do dinheiro, que vai para pessoas físicas e o financiamento de campanhas. O PT fez isso em volumes muito maiores - vide a compra da Refinaria de Pasadena. 

E o caso do PT também é pior porque o roubo sistêmico se soma a um enorme cinismo. 

Lula, antes, fazia o discurso da ética e da moralidade. Mas, quando chegou ao poder, não só montou seu esquema como levou ao limite da sustentabilidade o assalto a empresas estatais e órgãos públicos. 

Um político assim só poderia chamar para si mais ódio do que os outros, obviamente.

Qual seria a melhor saída para a crise política desencadeada pelo petrolão?

Minha preferência, como brasileiro, seria a cassação da chapa Dilma-­Temer no TSE. Se o TSE tivesse a coragem de olhar para as campanhas e impugnar as chapas que receberam recursos ilícitos, tenho a impressão de que não sobraria nenhuma chapa relevante. Uma nova eleição seria o melhor caminho para o Brasil. Mas não me parece que vá acontecer. Há muita ingerência política no TSE.

Num artigo recente, o senhor encontra uma explicação psicanalítica para tantos artistas e intelectuais não aceitarem as evidências contra Lula e o PT. Por que essas pessoas vivem, como o senhor diz, em negação?

É um fenômeno psicológico que foi primeiro estudado pela psicanálise, por Freud e sua filha Anna. 

Quando você constrói uma imagem pública em torno de uma ideologia e assume publicamente posturas a favor de determinado grupo político - vai ao programa eleitoral do PT, abraça o Lula, faz campanha para a Dilma - e depois descobre que estava errado, há duas opções: aceitar seu erro ou fingir que nada aconteceu. 

A maioria dos artistas e intelectuais preferiu fingir que nada de errado está ocorrendo com o partido e seus dirigentes. 

É um mecanismo de defesa psicológica. Meus amigos são cineastas, atores e escritores, muita gente da esquerda, enfim. E decidi alertá-los: camaradas, acordem. Se vocês valorizam suas crenças, afastem-se do Lula. No momento, curiosamente, já detecto que a negação passou para outro patamar.

Qual seria?

Cada vez há menos negação total. Agora, quando confrontados com o erro que foi acreditar que o PT é um partido e não uma quadrilha, os artistas e intelectuais apelam para dois subterfúgios. 

O primeiro é afirmar que a presidente Dilma não roubou "como pessoa física", embora seja evidente que a campanha eleitoral da Dilma foi beneficiada por um propinoduto - disso a Lava-Jato não deixa a menor dúvida. Embora seja grave roubar para si próprio, é ainda pior roubar para fraudar o processo democrático.

Fonte: Veja... A íntegra da entrevista está nas páginas amarelas da Veja desta Semana. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

IFGoiano Câmpus Campos Belos participa da Mobilização Nacional da Educação em combate ao mosquito Aedes Aegypti.

E está prevista uma grande ação para o dia 04 de março
Na sexta-feira, 19, instituições representativas de todos os níveis de ensino participam da Mobilização Nacional da Educação em que estudantes e profissionais da área unem esforços para o combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. 
Além de buscar a mudança de atitude com a promoção de ações educativas, a iniciativa tem o objetivo de intensificar o controle e a prevenção de criadouros do mosquito com vistorias e recolhimento de materiais que possam acumular água parada nas dependências e proximidades das unidades das redes municipal, estadual e federal de Educação. Entre as ações específicas do IF Goiano para o dia 19 estão a mobilização de servidores e alunos para orientações de combate ao mosquito, distribuição de material educativo em parceria com as secretarias municipais e estadual de saúde e vistoria e limpeza dos ambientes internos e imediações das unidades. 
E nós não poderíamos ficar fora da Campanha. O IF Goiano - Câmpus Campos Belos aderiu a Mobilização Nacional da Educação - MEC contra a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, nesta sexta-feira, 19, às 9 horas, por meio de uma grande mobilização de servidores e alunos com palestras e ações educativas nas instalações do Câmpus Campos Belos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social e Eventos - Câmpus Campos Belos

Polícia Militar em Arraias (TO) prende traficante após denúncia anônima.


Na tarde desta terça-feira, 01, a Polícia Militar em Arraias, sudeste do Tocantins, prendeu um homem, acusado de tráfico de entorpecentes. 

Por meio de denúncia, os militares receberam a informação de que o entorpecente estaria sendo trazido de Campos Belos (Goiás).   

Os policiais foram até a rodovia TO-050 e fizeram a interceptação de um veículo Santana, cor prata. 

No entanto, o motorista demorou a obedecer a ordem de parada, só estacionando o carro alguns metros depois. 

O carona conseguiu abrir a porta e correr para o mato com a sacola contendo a droga.   

Os militares tentaram impedi-lo, fazendo com o que autor jogasse a sacola no chão e fugisse pelo matagal. 

O outro acusado foi detido e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o entorpecente apreendido, sendo 1,5 quilo de maconha e 305 gramas de crack, e uma balança de precisão.  

O homem preso é um velho conhecido da Polícia de Arraias. 

Com informações da Polícia Militar